Como é feito

Os reparos de quadros de bicicletas manufaturados em fibra de carbono seguem um procedimento padronizado. Inicialmente a parte avariada passa por uma inspeção visual. Caso necessário utiliza-se um câmara de vídeo especial para uma inspeção interna. Com uma idéia inicial da extensão do problema, a próxima etapa é a de remoção da camada protetiva (tinta/verniz) e posteriormente de todo o material delaminado e com fibras rompidas.

Geralmente o resultado da remoção do material que não possue mais valor estrutural, resulta em um buraco ou até mesmo a remoção de um trecho do tubo. Faz-se a reconstrução da parte removida de forma a tornar possível o próximo passo, que é a de laminação dos tecidos de fibra de carbono e matriz epóxi com o uso da bolsa de vácuo. A utilização de vácuo garante um laminado com um nível de qualidade que não seria alcançado por um processo simples de laminação manual. A remoção do excesso de resina, que não agrega resistência ao reparo, e a minimização de vazios, estão entre os pontos mais importantes e que justificam, e até mesmo tornam imprescindíveis, o uso deste processo no reparo das peças. A pressão no interior da bolsa é monitorada durante todo o processo.

Os materiais utilizados nos reparos são adquiridos de fornecedores conceituados no mercado nacional. Os sistemas de resina epóxi empregados são os mais avançados que temos disponíneis para reparos, inclusive quando necessário, faz-se o emprego de resina epóxi certificada para uso aeronáutico. No entanto o emprego de materias de qualidade por si só não garantem um resultado satisfatório. O processo de laminação e também a pós-cura do sistema de resina tem influência pronunciada. Qualquer reparo ou peça fabricada com matriz epóxi, necessita obrigatoriamente de pós-cura em alta temperatura, para que alcance o máximo de suas propriedades mecânicas. Na Mühle Composites não negligenciamos nenhuma fase do processo, mesmo que se trate de um reparo simples.